Japão prepara testes rápidos de saliva para todos os viajantes internacionais

22 06 2020

A companhia farmacêutica Shionogi produzirá em massa kits de teste de coronavírus em preparação para o outono

test covid
A companhia farmacêutica Shinogi assinará um acordo de licença neste mês destinado a produzir em massa um proposto teste de coronavírus que fornece resultados mais rápidos sem precisar de equipamento especial ou técnicos.

O teste foi desenvolvido pelo professor da Universidade Nihon, Masayasu Kuwahara, e sua equipe. Se provar ser eficaz, a Shinogi buscará aprovação do Ministério da Saúde do Japão, esperando comercializar o teste neste outono.

Quando o Japão relaxar as restrições de viagem neste verão, o país exigirá que todas as chegadas internacionais sejam submetidas a um teste PCR. Mas o diagnóstico desse teste pode levar de 3 a 4 horas e exige equipamento especial e funcionários especializados.

O governo busca uma alternativa mais rápida que pode ser conduzida em volumes maiores para evitar congestionamentos de viagem. Um teste rápido e fácil também poderia ajudar o Japão a lidar melhor com uma segunda de infecções, que pode acompanhar a retomada de atividades econômicas.

O novo teste usa amostras de saliva aquecidas a 95ºC por 2 minutos, então colocadas em um reagente que muda de cor dependendo dos resultados em 20 a 25 minutos. Ele é baseado no sinal de amplificação por complexos ternários de iniciação, ou SATIC, método descoberto pela equipe de Kuwahara.

O teste é bem mais rápido e não necessita de equipamento especializado porque não exige amplificação do material genético como o teste PCR, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

Pesquisa sobre esse método vem sendo financiada pela Agência do Japão para Pesquisa Médica e Desenvolvimento e outras organizações. A Universidade Nihon e a Universidade Médica de Tóquio solicitaram juntamente uma patente em maio.

O Japão tem capacidade para até 28 mil testes PCR por dia, embora menos de 10 mil sejam conduzidos. Tais limites significam que somente cerca de 250 viajantes estrangeiros devem ter permissão para entrar no país diariamente uma vez que o país relaxar as restrições de viagem.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei





Japão pode reiniciar as viagens de negócios neste verão

11 06 2020

Governo planeja permitir a entrada de 250 viajantes estrangeiros por dia da Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Vietnã

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O Japão planeja aliviar as restrições impostas devido à pandemia de coronavírus e deve reiniciar as viagens de negócios da Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Vietnã no início deste verão, disse o jornal Yomiuri na quinta-feira.

É provável que seja permitida a entrada de cerca de 250 viajantes de negócios por dia desses quatro países que viram suas situações de infecção se estabilizarem, informou o jornal, sem citar fontes.

Os futuros visitantes deverão enviar um documento antes de suas viagens ao Japão, mostrando que não estão infectados. Além disso, após a entrada, serão solicitados a passar por um teste de PCR, segundo o jornal.

Atualmente, estrangeiros de 111 países e regiões estão proibidos de entrar no Japão. Por outro lado, segundo o Ministério das Relações Exteriores, 181 países e regiões impuseram restrições de viagem ao Japão, incluindo Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Vietnã.

De acordo com a agência de notícias Kyodo, espera-se que o alívio das restrições de viagem seja mútuo e que estejam sendo realizadas discussões com esses países sobre aplicá-lo sem arriscar a disseminação da doença.

O Japão escolheu os quatro países para o esquema porque eles têm o surto sob controle e devido aos seus fortes laços econômicos com o país, disseram as fontes.

Dependendo da situação, o governo expandirá a lista posteriormente para outros países, incluindo China, Coréia do Sul e Estados Unidos.
Fonte: Alternativa





Japão se prepara para duplo cenário de coronavírus e desastre natural

1 06 2020

Governos locais despertam para a necessidade de se preparar para um cenário de pior caso – desastre natural e surto de coronavírus afetando suas áreas ao mesmo tempo

Ginza
Governos locais no Japão estão despertando para a necessidade de se preparar para um cenário de pior caso – um desastre natural e surto de coronavírus afetando suas áreas ao mesmo tempo.

Apesar do fim do estado de emergência por causa do surto do vírus que o primeiro-ministro Shinzo Abe declarou para a nação toda em um ponto, infecções não chegaram a zero e o arquipélago está em alerta contra um ressurgimento nos casos após algumas cidades terem registrado clusters (aglomerados) de infecções nos últimos dias.

O Japão é propenso a desastres naturais como terremoto ou tufões, e municípios locais têm planos de resposta. Mas este ano, eles estão enfrentando dificuldades para prevenir que abrigos de emergência se tornem focos de infecções por coronavírus, visto que a chegada da temporada das chuvas afetará o país inteiro em junho.

A cidade de Kesennuma (Miyagi) decidiu aumentar de 12 para 25 o número de escolas e centros comunitários que fornecerão abrigos principalmente para residentes idosos que iniciam o processo de evacuação antes dos outros em casos de desastres como inundações.

Kesennuma tem um total de 96 instalações prontas para servir como abrigos de emergência na sequência de desastres incluindo terremoto ou tsunami.

O plano é destinado a evitar a superlotação de instalações de emergência ao dispersar os evacuados e reduzir aos riscos de transmissão do vírus, visto que o Japão está pedindo às pessoas que evitem espaços fechados, lugares lotados e contato próximo, os 3 Cs em inglês (closed spaces, crowded places e close-contact settings).

As pessoas em abrigos precisam manter uma distância de 2 metros e usar desinfetantes, de acordo com as diretrizes operacionais da cidade.

Mas um oficial da cidade reconhece que ajuda de entidades de fora, como associações de residentes locais, pode ser necessária para operar essas instalações. “Funcionários do governo da cidade podem não ser suficientes”, disse o oficial.

A região nordeste do Japão foi devastada pelo grande terremoto e tsunami em 2011 que causou o pior acidente nuclear na província de Fukushima desde o de Chernobyl.

Número de casos no Japão aumenta, mas a um ritmo bem mais lento
Especialistas médicos estão pedindo por vigilância contínua contra o vírus que causa pneumonia, embora Abe tenha declarado em 25 de maio que o estado de emergência estava encerrado.

O número total de casos no Japão continua aumentando, embora a um ritmo bem mais lento, com a contagem situando-se a 17,5 mil, incluindo cerca de 700 do navio de cruzeiro Diamond Princess que ficou sob quarentena na cidade de Yokohama em fevereiro.

Todos os anos, o Japão é atingido por uma série de terremotos, e vários tufões que causam caos em partes do arquipélago em todo verão e outono nos últimos anos.

Se aumentar a necessidade de buscar abrigo, os evacuados serão encorajados a trazerem suas próprias máscaras, sabonetes e termômetros.

A cidade de Amagasaki (Hyogo) planeja preparar abrigos que aceitarão exclusivamente pessoas que tiveram contato próximo com infectados ou para aqueles que retornaram do exterior.

Mas ir a instalações de evacuação preparadas por autoridades do governo não é a única opção, desde que haja outros lugares seguros. Hotéis e pousadas no estilo japonês também podem representar um papel importante, diz o governo central.

Visto que a disponibilidade de quartos flutua dia a dia, o uso de hotéis pode não ser fácil. “É difícil criar planos com antecedência sobre o uso de hotéis”, disse um oficial do governo da cidade de Nagano (província homônima), que foi atingida pelo tufão Hagibis em outubro passado.

A cidade planeja se organizar com hotéis quando um desastre ocorrer.
Fonte: Portal Mie com Kyodo News and Cuture





População de Tóquio está voltando para a rotina gradualmente

26 05 2020

Parques foram reabertos, para alegria das crianças que se divertiram nos brinquedos

tokyo Shibuya
Uma foto tirada de um helicóptero do cruzamento de Shibuya, em Tóquio, na manhã desta terça-feira (26), um dia depois de o governo suspender o estado de emergência, mostra que a população está voltando para suas rotinas, mas gradualmente.

O cruzamento de Shibuya costuma receber multidões, mas agora tem alguns pedestres atravessando o trecho.

“Parece haver um pouco mais de pessoas”, disse um trabalhador de 30 anos que estava entre as que se dirigiam ao seu escritório em frente à estação.

“Não é como se pudéssemos retornar imediatamente às nossas vidas anteriores. Rezo para que não ocorra uma segunda onda (de infecções) devido a todos terem baixado a guarda”, disse ele.

Uma mulher de 40 anos, que estava viajando desde o período de emergência, que começou em 7 de abril, disse estar “feliz por nossa vida diária voltar ao normal”. Mas expressou preocupação de que algumas pessoas não usassem máscara.

O governo metropolitano de Tóquio decidiu retomar o ritmo econômico em três etapas, e a capital está agora no primeiro estágio.

Museus, bibliotecas e instalações esportivas cobertas podem reabrir, enquanto restaurantes, aos quais foi solicitado que parassem de fornecer álcool antes das 19h e fechassem às 20h, agora pode permanecer abertos e oferecer bebidas alcoólicas até 22h.

Uma loja de departamentos de Odakyu, no movimentado distrito comercial de Shinjuku, na capital, foi reaberta, com seus trabalhadores usando máscaras e protetores faciais.

“Eu estava esperando a reabertura. É divertido estar em uma loja de departamentos depois de um tempo”, disse Katsuyo Miura, 77 anos, que viajou de Sagamihara, na província de Kanagawa.

Equipamentos de playground em parques municipais, que estavam com os acessos fechados, também foram disponibilizados novamente.

As crianças correram para os balanços e outros equipamentos assim que os trabalhadores removeram a fita de segurança deles no Kinuta Park, na ala de Setagaya.

“Estou muito feliz porque agora posso deixar meu filho brincar em um parque sem restrições”, disse Megumi Tsukahara, 31, que mora nas proximidades com seu filho de 2 anos.

Na província de Chiba, onde as restrições foram encerradas da mesma forma, um teatro esta se preparando para começar a receber visitantes a partir de quarta-feira, com sua equipe higienizando assentos e máquinas de ingressos.

“Espero que não ocorra uma segunda onda (de infecções)”, disse o gerente do teatro, Hiroshi Horikawa, 51.

A província de Hokkaido, uma das últimas cinco que tiveram o estado de emergência suspenso, também teve um início lento.

Hiroshi Momono, um trabalhador de 70 anos de uma organização sem fins lucrativos que estava em um trem para seu escritório em Sapporo, disse que o número de passageiros nos vagões não tem mudado há quatro dias.

“Talvez a prática de pegar trens em momentos diferentes esteja criando raízes”, disse ele.
Fonte: Alternativa





Japão analisa possibilidade de suspensão parcial do estado de emergência

13 05 2020

Restrições podem ser aliviadas em 39 províncias onde o número de infecções pelo coronavírus apresentou queda

suspensão estado de emergência
O governo japonês planeja decidir nessa quinta-feira, 14, se irá antecipar a suspensão do estado de emergência em algumas partes do país.

Segundo a emissora pública NHK, as restrições atuais podem ser aliviadas em 39 províncias onde o número de infecções pelo novo coronavírus apresentou queda. Isso inclui províncias como Aichi, Fukuoka, Ibaraki e Gifu, que vêm obtendo sucesso na redução da propagação da Covid-19. A emissora informou ainda que serão considerados alguns fatores, como o número de novas infecções por 100 mil pessoas nas últimas duas semanas.

Por outro lado, as restrições devem permanecer em vigor em Tóquio e em províncias vizinhas; Hyogo – que está muito próximo a Osaka – e Hokkaido também devem continuar como áreas com restrições, porque o número de novas infecções continua chamando a atenção.

Em províncias como Ishikawa – que conseguiu mapear a rota dos focos de contágio – e Quioto, que faz fronteira com Osaka, ainda será necessária uma análise mais detalhada.

Na terça-feira, dia 12, foram confirmados 28 casos na capital japonesa. Os números vêm diminuindo, mas a governadora Yuriko Koike pede para que os residentes mantenham os cuidados com a higiene e isolamento social.
Fonte: Alternativa





Funcionamento de supermercados continuará normalmente em maio

5 05 2020

Redes de supermercados continuarão a operar normalmente ou com horário de funcionamento reduzido

mercados japao
Mesmo com a extensão do período de Estado de Emergência, as grandes redes de supermercado continuarão a funcionar “normalmente” em todo o Japão.

A rede AEON planeja operar os supermercados normalmente sem mudanças no horário em todo o Japão. Contudo, nos shoppings da rede Aeon Mall, as lojas de varejo estão em recesso temporário, mas a rede pretende voltar aos poucos o funcionamento das lojas a partir do dia 7 de maio de acordo com a situação das províncias e decisões do governo.

A rede Ito-Yokado reduzirá o horário de funcionamento dos supermercados. Entretanto, a rede de shoppings Ario, que pertence ao grupo Ito-Yokado, continuará a ser operada com apenas parte das lojas abertas.

O grupo de supermercados Seiyu funcionará normalmente e não pretende mudar essa postura no mês de maio.

Lojas de departamento e shoppings analisarão a situação
A rede Daimaru Matsuzakaya fechou 8 estabelecimentos em todo o Japão, mas está analisando a situação para recomeçar as operações nas lojas de alimentos apenas nos dias de semana a partir de 7 de maio.

A Isetan Mitsukoshi Holdings, que fechou temporariamente todas as 10 lojas de departamento, pretende reabrir apenas os andares de venda de alimentos dependendo das decisões do governo.

As redes Sogo & Seibu e Takashimaya continuarão a operar apenas os andares de alimentícios.
Fonte: Portal Mie com NHK





Pandemia faz crescer proposta de ano letivo a partir de setembro no Japão

28 04 2020

A ideia já conta com petições a serem encaminhadas ao Ministério da Educação

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O fechamento das escolas durante a pandemia de Covid-19 reacendeu o ânimo entre estudantes, pais e líderes governamentais para iniciar o ano letivo em setembro para se sincronizar com os países ocidentais.

O jornal Asahi publicou que a questão foi levantada no passado, com os proponentes dizendo que a mudança tornaria muito mais fácil para os estudantes japoneses estudarem no exterior, por exemplo, na Europa e na América do Norte.

Agora, eles estão argumentando que a mudança não apenas abordaria questões relacionadas à escola causadas pela pandemia, mas também poderia corrigir outros problemas de longa data, como a programação dos exames de admissão nas universidades.

O interesse renovado sobre o início das aulas em setembro foi alimentado em parte por um tweet de 1 de abril por um estudante do ensino médio em Tóquio, que sugeriu a mudança para proteger os alunos.

“Mesmo que o início das aulas continue sendo adiado, a linha de chegada não mudará”, escreveu o estudante, cuja mensagem recebeu 97 mil curtidas.
O aluno também disse que o ensino online é inerentemente desigual por causa das grandes diferenças entre as escolas.

“Não posso aceitar ter que fazer exames de admissão na universidade depois de meses sem fazer nada”, disse o aluno.

Outros estudantes criaram uma petição online pedindo ao governo que mude o início do ano letivo.

Em uma semana, cerca de 3.000 assinaturas foram coletadas e a petição será submetida ao Ministério da Educação antes do final de abril.

Um grupo de pais e filhos que frequentam as escolas primárias de Tóquio montou um site de petições em 22 de abril.

O grupo disse que as disparidades crescentes na educação, dependendo do ambiente comunitário e familiar, eram uma violação clara da garantia constitucional de igualdade de oportunidades educacionais.

Os pais também pediram que o Japão seguisse a prática padrão no Ocidente para iniciar os anos escolares em setembro.

Um professor da escola primária na província de Fukuoka tem conversado com colegas sobre a mudança para o início de setembro.

Entre as preocupações que eles levantaram foi que o atraso relacionado ao vírus no início das aulas provavelmente reduziria drasticamente as férias de verão e exigiria que os alunos comparecessem às aulas aos sábados e gastassem até sete horas por dia na escola.

Mesmo com essas medidas, o início tardio pode levar ao cancelamento de eventos escolares, como reuniões atléticas e viagens.

Além disso, o professor disse que o início de setembro para o ano letivo significaria que os exames de admissão nas universidades não precisariam mais ser realizados no inverno, quando os estudantes precisassem se preocupar em evitar pegar gripe ou em como chegar aos locais de exames debaixo de neve.

Naoki Ogi, especialista em educação, também é a favor do começo de setembro. Ele disse que o atual começo de abril do ano letivo é um dos principais motivos pelos quais as universidades japonesas não estão se globalizando como as ocidentais, gerando desinteresse nos alunos japoneses de estudar no exterior.

O governador de Miyagi, Yoshihiro Murai, disse em sua entrevista coletiva em 27 de abril que o surto de coronavírus oferece a oportunidade perfeita para que alunos e pais se envolvam em discussões sobre como mudar o calendário do ano escolar.

“Isso não aconteceria se surgissem diferenças acadêmicas entre as regiões onde há efeitos importantes de infecções por coronavírus e aquelas com apenas efeitos menores”, disse Murai.

O ministro da Educação, Koichi Hagiuda, disse em uma entrevista coletiva em 24 de abril que estava ciente da conversa sobre a mudança do início do ano letivo para setembro. Mas ele disse que a questão mais urgente no momento é impedir a disseminação do COVID-19.

Alguns especialistas questionam a ideia, dizendo que a única vantagem seria ajudar os alunos que estão pensando em estudar no exterior.

“À medida que fica mais difícil determinar o que o futuro trará, há a possibilidade de que a disparidade existente entre regiões e famílias se amplie ainda mais”, disse Ryoji Matsuoka, professor associado da Universidade de Waseda, especializado em sociologia da educação.

“Será importante especificar o mais rápido possível quando as aulas serão retomadas e o que acontecerá nos exames de admissão da universidade do próximo ano”, disse.

O Ministério da Educação, em 27 de abril, deixou claro que qualquer decisão sobre quando as aulas serão retomadas será deixada inteiramente para os governos locais.

O estado de emergência declarado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe está programado para terminar em 6 de maio, mas o Ministério da Educação disse que não estabeleceria um padrão unificado para retomar as aulas, dadas as grandes diferenças no número de infecções entre prefeituras.
Fonte: Alternativa





Bridgestone suspenderá operações em fábricas no Japão

21 04 2020

Suspensão das operações de 11 plantas no país no fim de abril e início de maio além das interrupções agendadas durante o período de feriado da Golden Week

bridgestone
A Bridgestone disse na segunda-feira (20) que suspenderá as operações em 11 plantas no Japão no fim de abril e início de maio além das interrupções agendadas durante o período de feriado da Golden Week.

Inicialmente, a grande fabricante de pneus tinha programado suspender a produção de pneus e produtos relacionados nas plantas durante o período de feriado de 4 dias a partir de 3 de maio.

Contudo, a Bridgestone agora planeja suspender operações por mais 2 ou 6 dias antes ou depois do período original de suspensão, em resposta aos fechamentos temporários de fábricas de montagem de veículos em meio à propagação do surto da Covid-19, disseram oficiais da companhia.

Especificamente, 8 fábricas de pneus em 6 províncias incluindo Fukuoka estarão paralisadas por um total de 6 dias adicionais, enquanto uma planta que produz materiais de reforço de pneus na província de Saga fechará por 4 dias extras e duas plantas que fabricam produtos de borracha em Gifu e Kumamoto por 2 dias.

Face à queda de vendas globais de veículos devido à pandemia de coronavírus, grandes montadoras japonesas incluindo a Toyota e a Honda estão cortando a produção ao fechar parte de suas linhas de montagem, resultando em suspensões de operações em fornecedores de peças e materiais.

Além de fabricantes de pneus, as do ramo do aço como a Nippon Steel decidiram paralisar alguns de seus alto-fornos.
Fonte: Portal Mie com Jiji





Fukui e outras províncias em estado de urgência por causa do coronavírus

15 04 2020

Com o aumento de pessoas testadas positivo por causa da infecção do novo coronavírus, governadores de diversas províncias declaram estado de urgência

fukui emergency
Depois de Aichi ter declarado estado de emergência de forma autônoma, Gifu e Mie também fizeram o mesmo declarando estado de urgência, na tentativa de frear a disseminação do novo coronavírus.

Na terça-feira (14) o governador da província de Fukui, Tatsuji Sugimoto, declarou estado de emergência de forma autônoma, embora no dia 7 tenha anunciado situação prévia de urgência.

Até a manhã dessa data a província estava com 92 casos, entre eles perda de 3 vidas e 5 pacientes em estado grave.

Sugimoto disse que não dá para relaxar diante da pouca redução de casos. Resolveu decretar o estado de emergência antes do feriado de Golden Week reforçando o pedido anterior de isolamento social na medida do possível e que a população não saia da província para visitas a outras. E pediu que as pessoas de outras províncias se contenham de ir para lá.

O prazo para essa medida é 6 de maio. Às pessoas que apresentam quadro febril clamou para não saírem de casa. O governador informou que está trabalhando para fortalecer o sistema médico e que pretende implementar o teste drive-through.

Outras províncias com estado de urgência
O governador da província da mesma região, de Ishikawa, também fez a mesma declaração no dia anterior, para que todas de Hokuriku estejam alinhadas e para evitar aumento de novos casos, já que em Toyama o número é maior.

Reforçou o pedido de evitar locais com aglomeração e mal ventilados, além do distanciamento social. Também pediu para não ir a clubes noturnos e bares, além de outros locais onde há muitas pessoas.

O governador da província de Kagawa também fez o mesmo na segunda-feira, com os mesmos pedidos. Acrescentou que irá aumentar de 24 para 40 leitos, pois até aquele momento da declaração o número de casos subiu para 19. Pretende ampliar para chegar a 125 leitos.

Com aumento de casos em Hokkaido, onde estava estabilizado, após a declaração autônoma, a primeira do país a fazê-lo, a província está novamente em vigilância.

As que consideram declarar
O governador da província de Quioto pediu para ser incluída na lista das províncias com declaração do estado de emergência. Assim, Shiga também considera declarar por conta própria.

Outra que está considerando fazer o mesmo é Miyagi, pelo aumento dos casos.

O que cada um pode fazer
O que todas têm em comum é pedir à população para não se deslocar de uma província para outra e evitar locais com aglomeração e mal ventilados.

Também para manter distanciamento social e, na medida do possível, o isolamento, com autocontrole para evitar sair de casa sem necessidade urgente. Além disso, os cuidados básicos com a higiene pessoal.
Fonte: Portal Mie com Fukui Shimbun, NIkkei, NHK, Kyoto Shimbun e ANN





Toyota suspende produção de 5 fábricas do Japão

3 04 2020

A gigantesca montadora japonesa informou sobre paralisação temporária de 5 plantas por causa da disseminação do novo coronavírus

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Por causa da disseminação do novo coronavírus a montadora Toyota informou que suspendeu a produção, temporariamente, a partir de sexta-feira (3).

Uma delas é a planta de Tsutsumi, na cidade homônima (Aichi) da montadora, a qual produz o carro híbrido Prius. Ficará fechada por 3 dias.

As demais 4 são as de Tahara e Takaoka, com paralisação temporária por no máximo 9 dias, a partir de sexta-feira.

A Toyota exporta cerca de 60% de seus veículos produzidos no país para o exterior, mas decidiu ajustar sua produção devido ao declínio mundial na demanda por causa da disseminação do novo coronavírus.

Outras fábricas em todo o mundo, como as da Europa, Estados Unidos e Sudeste Asiático, encerraram suas operações uma após a outra e existe a preocupação de que isso possa afetar os resultados dos negócios.

A Mitsubishi também anunciou o mesmo por causa da queda de vendas dos veículos no mercado externo.

Todas as montadoras japonesas paralisaram temporariamente pela primeira vez depois do Grande Terremoto ao Leste do Japão, em 2011.
Fonte: Portal Mie com CBC TV e JNN