Pandemia faz crescer proposta de ano letivo a partir de setembro no Japão

28 04 2020

A ideia já conta com petições a serem encaminhadas ao Ministério da Educação

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O fechamento das escolas durante a pandemia de Covid-19 reacendeu o ânimo entre estudantes, pais e líderes governamentais para iniciar o ano letivo em setembro para se sincronizar com os países ocidentais.

O jornal Asahi publicou que a questão foi levantada no passado, com os proponentes dizendo que a mudança tornaria muito mais fácil para os estudantes japoneses estudarem no exterior, por exemplo, na Europa e na América do Norte.

Agora, eles estão argumentando que a mudança não apenas abordaria questões relacionadas à escola causadas pela pandemia, mas também poderia corrigir outros problemas de longa data, como a programação dos exames de admissão nas universidades.

O interesse renovado sobre o início das aulas em setembro foi alimentado em parte por um tweet de 1 de abril por um estudante do ensino médio em Tóquio, que sugeriu a mudança para proteger os alunos.

“Mesmo que o início das aulas continue sendo adiado, a linha de chegada não mudará”, escreveu o estudante, cuja mensagem recebeu 97 mil curtidas.
O aluno também disse que o ensino online é inerentemente desigual por causa das grandes diferenças entre as escolas.

“Não posso aceitar ter que fazer exames de admissão na universidade depois de meses sem fazer nada”, disse o aluno.

Outros estudantes criaram uma petição online pedindo ao governo que mude o início do ano letivo.

Em uma semana, cerca de 3.000 assinaturas foram coletadas e a petição será submetida ao Ministério da Educação antes do final de abril.

Um grupo de pais e filhos que frequentam as escolas primárias de Tóquio montou um site de petições em 22 de abril.

O grupo disse que as disparidades crescentes na educação, dependendo do ambiente comunitário e familiar, eram uma violação clara da garantia constitucional de igualdade de oportunidades educacionais.

Os pais também pediram que o Japão seguisse a prática padrão no Ocidente para iniciar os anos escolares em setembro.

Um professor da escola primária na província de Fukuoka tem conversado com colegas sobre a mudança para o início de setembro.

Entre as preocupações que eles levantaram foi que o atraso relacionado ao vírus no início das aulas provavelmente reduziria drasticamente as férias de verão e exigiria que os alunos comparecessem às aulas aos sábados e gastassem até sete horas por dia na escola.

Mesmo com essas medidas, o início tardio pode levar ao cancelamento de eventos escolares, como reuniões atléticas e viagens.

Além disso, o professor disse que o início de setembro para o ano letivo significaria que os exames de admissão nas universidades não precisariam mais ser realizados no inverno, quando os estudantes precisassem se preocupar em evitar pegar gripe ou em como chegar aos locais de exames debaixo de neve.

Naoki Ogi, especialista em educação, também é a favor do começo de setembro. Ele disse que o atual começo de abril do ano letivo é um dos principais motivos pelos quais as universidades japonesas não estão se globalizando como as ocidentais, gerando desinteresse nos alunos japoneses de estudar no exterior.

O governador de Miyagi, Yoshihiro Murai, disse em sua entrevista coletiva em 27 de abril que o surto de coronavírus oferece a oportunidade perfeita para que alunos e pais se envolvam em discussões sobre como mudar o calendário do ano escolar.

“Isso não aconteceria se surgissem diferenças acadêmicas entre as regiões onde há efeitos importantes de infecções por coronavírus e aquelas com apenas efeitos menores”, disse Murai.

O ministro da Educação, Koichi Hagiuda, disse em uma entrevista coletiva em 24 de abril que estava ciente da conversa sobre a mudança do início do ano letivo para setembro. Mas ele disse que a questão mais urgente no momento é impedir a disseminação do COVID-19.

Alguns especialistas questionam a ideia, dizendo que a única vantagem seria ajudar os alunos que estão pensando em estudar no exterior.

“À medida que fica mais difícil determinar o que o futuro trará, há a possibilidade de que a disparidade existente entre regiões e famílias se amplie ainda mais”, disse Ryoji Matsuoka, professor associado da Universidade de Waseda, especializado em sociologia da educação.

“Será importante especificar o mais rápido possível quando as aulas serão retomadas e o que acontecerá nos exames de admissão da universidade do próximo ano”, disse.

O Ministério da Educação, em 27 de abril, deixou claro que qualquer decisão sobre quando as aulas serão retomadas será deixada inteiramente para os governos locais.

O estado de emergência declarado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe está programado para terminar em 6 de maio, mas o Ministério da Educação disse que não estabeleceria um padrão unificado para retomar as aulas, dadas as grandes diferenças no número de infecções entre prefeituras.
Fonte: Alternativa





Bridgestone suspenderá operações em fábricas no Japão

21 04 2020

Suspensão das operações de 11 plantas no país no fim de abril e início de maio além das interrupções agendadas durante o período de feriado da Golden Week

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A Bridgestone disse na segunda-feira (20) que suspenderá as operações em 11 plantas no Japão no fim de abril e início de maio além das interrupções agendadas durante o período de feriado da Golden Week.

Inicialmente, a grande fabricante de pneus tinha programado suspender a produção de pneus e produtos relacionados nas plantas durante o período de feriado de 4 dias a partir de 3 de maio.

Contudo, a Bridgestone agora planeja suspender operações por mais 2 ou 6 dias antes ou depois do período original de suspensão, em resposta aos fechamentos temporários de fábricas de montagem de veículos em meio à propagação do surto da Covid-19, disseram oficiais da companhia.

Especificamente, 8 fábricas de pneus em 6 províncias incluindo Fukuoka estarão paralisadas por um total de 6 dias adicionais, enquanto uma planta que produz materiais de reforço de pneus na província de Saga fechará por 4 dias extras e duas plantas que fabricam produtos de borracha em Gifu e Kumamoto por 2 dias.

Face à queda de vendas globais de veículos devido à pandemia de coronavírus, grandes montadoras japonesas incluindo a Toyota e a Honda estão cortando a produção ao fechar parte de suas linhas de montagem, resultando em suspensões de operações em fornecedores de peças e materiais.

Além de fabricantes de pneus, as do ramo do aço como a Nippon Steel decidiram paralisar alguns de seus alto-fornos.
Fonte: Portal Mie com Jiji





Fukui e outras províncias em estado de urgência por causa do coronavírus

15 04 2020

Com o aumento de pessoas testadas positivo por causa da infecção do novo coronavírus, governadores de diversas províncias declaram estado de urgência

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Depois de Aichi ter declarado estado de emergência de forma autônoma, Gifu e Mie também fizeram o mesmo declarando estado de urgência, na tentativa de frear a disseminação do novo coronavírus.

Na terça-feira (14) o governador da província de Fukui, Tatsuji Sugimoto, declarou estado de emergência de forma autônoma, embora no dia 7 tenha anunciado situação prévia de urgência.

Até a manhã dessa data a província estava com 92 casos, entre eles perda de 3 vidas e 5 pacientes em estado grave.

Sugimoto disse que não dá para relaxar diante da pouca redução de casos. Resolveu decretar o estado de emergência antes do feriado de Golden Week reforçando o pedido anterior de isolamento social na medida do possível e que a população não saia da província para visitas a outras. E pediu que as pessoas de outras províncias se contenham de ir para lá.

O prazo para essa medida é 6 de maio. Às pessoas que apresentam quadro febril clamou para não saírem de casa. O governador informou que está trabalhando para fortalecer o sistema médico e que pretende implementar o teste drive-through.

Outras províncias com estado de urgência
O governador da província da mesma região, de Ishikawa, também fez a mesma declaração no dia anterior, para que todas de Hokuriku estejam alinhadas e para evitar aumento de novos casos, já que em Toyama o número é maior.

Reforçou o pedido de evitar locais com aglomeração e mal ventilados, além do distanciamento social. Também pediu para não ir a clubes noturnos e bares, além de outros locais onde há muitas pessoas.

O governador da província de Kagawa também fez o mesmo na segunda-feira, com os mesmos pedidos. Acrescentou que irá aumentar de 24 para 40 leitos, pois até aquele momento da declaração o número de casos subiu para 19. Pretende ampliar para chegar a 125 leitos.

Com aumento de casos em Hokkaido, onde estava estabilizado, após a declaração autônoma, a primeira do país a fazê-lo, a província está novamente em vigilância.

As que consideram declarar
O governador da província de Quioto pediu para ser incluída na lista das províncias com declaração do estado de emergência. Assim, Shiga também considera declarar por conta própria.

Outra que está considerando fazer o mesmo é Miyagi, pelo aumento dos casos.

O que cada um pode fazer
O que todas têm em comum é pedir à população para não se deslocar de uma província para outra e evitar locais com aglomeração e mal ventilados.

Também para manter distanciamento social e, na medida do possível, o isolamento, com autocontrole para evitar sair de casa sem necessidade urgente. Além disso, os cuidados básicos com a higiene pessoal.
Fonte: Portal Mie com Fukui Shimbun, NIkkei, NHK, Kyoto Shimbun e ANN





Toyota suspende produção de 5 fábricas do Japão

3 04 2020

A gigantesca montadora japonesa informou sobre paralisação temporária de 5 plantas por causa da disseminação do novo coronavírus

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Por causa da disseminação do novo coronavírus a montadora Toyota informou que suspendeu a produção, temporariamente, a partir de sexta-feira (3).

Uma delas é a planta de Tsutsumi, na cidade homônima (Aichi) da montadora, a qual produz o carro híbrido Prius. Ficará fechada por 3 dias.

As demais 4 são as de Tahara e Takaoka, com paralisação temporária por no máximo 9 dias, a partir de sexta-feira.

A Toyota exporta cerca de 60% de seus veículos produzidos no país para o exterior, mas decidiu ajustar sua produção devido ao declínio mundial na demanda por causa da disseminação do novo coronavírus.

Outras fábricas em todo o mundo, como as da Europa, Estados Unidos e Sudeste Asiático, encerraram suas operações uma após a outra e existe a preocupação de que isso possa afetar os resultados dos negócios.

A Mitsubishi também anunciou o mesmo por causa da queda de vendas dos veículos no mercado externo.

Todas as montadoras japonesas paralisaram temporariamente pela primeira vez depois do Grande Terremoto ao Leste do Japão, em 2011.
Fonte: Portal Mie com CBC TV e JNN